
Boletim Trimestral da Economia Portuguesa (BTEP), relativo ao 2.º trimestre de 2026
Boletim Trimestral da Economia Portuguesa (BTEP), relativo ao 2.º trimestre de 2026, uma parceria entre a Direção-Geral da Economia e o GPEARI - Ministério das Finanças. Esta publicação, com informação disponível a 30/06/26, apresenta análise de evolução da conjuntura macro, das finanças públicas e da política económica nacional.
• No início de 2026, a economia mundial enfrentou um novo choque energético, decorrente do conflito no Médio Oriente entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão, o qual contribuiu para o agravamento das tensões geopolíticas e para a incerteza económica global.
• A economia portuguesa cresceu, em termos homólogos reais, 2,3% no primeiro trimestre de 2026. Esta aceleração, face aos 1,9% do trimestre anterior, foi sustentada pelo contributo da procura interna (4,3 p.p.), com a procura externa líquida a registar um contributo negativo (-2,1 p.p.). Apesar deste crescimento homólogo, o PIB registou uma variação nula em cadeia. Salienta-se que o primeiro trimestre ficou marcado por um comboio de tempestades, que afetou principalmente as regiões de Leiria, Lisboa e Coimbra e resultou em danos avultados e posterior conjunto diversificado de medidas de auxílio e mitigação dos prejuízos. Esta evolução mantém a economia portuguesa a crescer acima da área do euro, onde o PIB registou um crescimento de 0,3%, em termos homólogos.
• O mercado de trabalho manteve-se resiliente no primeiro trimestre de 2026, apesar de alguns sinais de moderação face ao trimestre anterior. Em comparação com o último trimestre de 2025, contudo, a população ativa e a população empregada diminuíram 0,3% e 0,7%. A taxa de desemprego fixou-se em 6,1%, menos 0,5 p.p. do que no período homólogo.
• No 2º trimestre de 2026 (2T26), a inflação sobe para 3,3% (+1 p.p. face ao trimestre anterior). A aceleração da inflação reflete, sobretudo, a evolução dos produtos energéticos.
• No 1º trimestre de 2026 (1T26), as exportações portuguesas fecharam em máximos históricos em termos reais.
• No 1º trimestre de 2026 (1T26), o montante de novos empréstimos aumentou 25,5% face ao período homólogo, tendo sido concedidos, neste período, concedidos 8 107 milhões de euros, dos quais, 4 304 milhões de euros nos empréstimos até 1 milhão de euros e 3 803 milhões nos empréstimos acima de 1 milhão de euros, mais 25,2% e 25,9%, respetivamente, face ao período homólogo.
• No 1º trimestre de 2026 (1T26), a constituição de empresas diminuiu, em termos homólogos, ficando também abaixo do nível pré-pandemia. Em sentido inverso, a dissolução de empresas cresceu em termos homólogos, no primeiro trimestre deste ano, mas ficou abaixo do período pré-pandemia.
A publicação encontra-se disponível em: https://estatistica.dgeconomia.gov.pt/wp-content/uploads/2026/07/BTEP-No-2-2026.pdf
17-07-2026











